Precaução Padrão, por quê incentivar?

Os diversos meios de comunicação têm mostrado a importância da prevenção e controle das infecções no ambiente hospitalar, especialmente com o surgimento de bactérias cada vez mais resistente e com a ausência de novas opções terapêuticas.

As Precauções Padrão são consideradas o principal conjunto de medidas para prevenção de infecção no ambiente hospitalar.

Este termo foi introduzido como “precauções universais” em 1988 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) com o objetivo de prevenir a exposição dos profissionais de saúde aos vírus transmitidos pelo sangue (hepatites e HIV).

Em 1996, com a emergência das bactérias resistentes, o CDC mudou o termo para “precauções padrão”, que visava à prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde.

 

Saiba mais sobre Controle de Infecção Hospitalar

 

As Precauções Padrão foram desenhadas com o objetivo de prevenir a transmissão cruzada de infecções ao receber o cuidado, prestar o cuidado ou simplesmente estar presente no ambiente de cuidado. O conceito é simples: as precauções padrão representam o conjunto de medidas que devem ser tomadas todo o tempo e que devem estar presentes em todo o cuidado aos pacientes para minimizar o risco de aquisição e transmissão de infecção.

As precauções padrão incluem:

– higienização das mãos nos 5 momentos recomendados pela Organização Mundial de Saúde;

– uso de luvas, máscara, óculos de proteção ou protetor facial quando do risco de exposição aos fluidos corporais;

– desinfecção de equipamentos e materiais após todo o uso com os pacientes;

– desinfecção de superfícies ao redor do paciente uma vez ao turno;

– descarte adequado de resíduos perfurocortantes.

Portanto, para prevenir a transmissão de microrganismos no ambiente hospitalar e reduzir as taxas de infecção, as precauções padrão devem se tornar padrão. Os profissionais de saúde devem ser estimulados e orientados que as precauções padrão devem ser utilizadas por todos para o cuidado de todos os pacientes.